Regras para Ex Casais em Litigio Exercerem a Guarda Compartilhada


É possível sim que casais em alto grau de litigio exerçam a guarda compartilhada, basta que tenham um mínimo de bom senso em prol do bem-estar dos filhos.

Na sociedade existe um conjunto de formalidades, de palavras e atos que os cidadãos adotam entre si para demonstrar; boas maneiras, cortesia e polidez (olhem que eu nem disse ‘mútuo respeito e consideração’ como manda o dicionário).

Tratar o ex com urbanidade, ou seja, ser formal e ter comportamentos que expressam tolerância e demonstrem civilidade já é o suficiente para exercer a guarda compartilhada.

Fazer a troca de genitor na escola é um ótimo começo para evitar confusões na hora de pagar a criança, então, sempre que possível façam essa opção. Por exemplo, para evitar contato com a/o ex, pode-se pegar o filho na escola na sexta-feira e devolver na escola na segunda (evitando assim os bate bocas que se transformam em Medidas Protetivas baseadas na Lei Maria da Penha).

Genitores que não se falam, não precisam usar o telefone para discutir assuntos relacionados à vida do filho. Podem fazer isso de forma educada e formal, por e-mail.

Evitem mandar mensagens de áudio por Whatsapp, porque, isso equivale a ligações telefônicas e um vai alterando a voz mais que o outro até terminarem os contatos com xingamentos.

Não exijam que as mensagens sejam imediatamente respondidaspor exemplo, num sábado à noite ou num domingo às 7 horas da manhã. Estabeleçam o horário comercial (das 8 às 18 horas) para troca de e-mails.

Se o ex casal se fala, evitem ligar repetidas vezes se o outro não atender. Combinem que se não puderem falar, assim que verem a ligação perdida, retornarão.

Retornos de SMS, ligações, e-mails e mensagens via aplicativo Whatsapp deverão ser respondidas nos finais de semana somente se houver real necessidade.

Mantenham o combinado sempre com organização e pontualidade nos horários.

Nos finais de semana que o outro estiver com a criança, deixe-os com privacidade. Não fique telefonando para o filho pra saber que ele já comeu, se tomou banho, se está com roupa de frio, etc. O genitor guardião daquele dia certamente é apto para atender as necessidades do filho naquele período.

Não fique policiando a criança quando ela estiver sob os cuidados do outro genitor. Cada casa tem uma regra que deve ser respeitada. Muitas vezes podemos não concordar com elas, mas ninguém tem o direito de invadir mesmo que de longe a casa do outro e tentar fazer mudanças em seus costumes e conjunto de valores. Por isso, respeite a casa e os costumes alheios.

Controlem a ansiedade e não fiquem telefonando para o filho de hora em hora. Garanto que você será avisado de qualquer fato relevante que aconteça com a criança, como um acidente ou hospitalização, por exemplo.

Ensine a criança a respeitar as regras das suas duas casas e ensine que elas podem ser diferentes.

Planejem os passeios de forma adulta e racional evitando cancelar o evento por falta de comunicação dos adultos, pois, a criança ficará frustrada de não ir a uma festa infantil, por exemplo, porque seus pais não cederam e não flexibilizaram o horário para que a criança fosse ao Buffet do aniversário do priminho.

Tenho visto pais chegarem a “Vias de Fato” (um bater no outro), porque quem estava com a criança naquele dia se recusou a levar a criança no evento às 14 horas para depois busca-la às 17 horas. A inflexibilidade de alguns chega a ser cruel e quem sofre é a criança que esperava ver personagens infantis e não pode ir à comemoração do aniversário do parente.

Viver em ‘paz’ (não estou dizendo ‘com amizade’) com a/o ex traz saúde emocional para todos os envolvidos. As crianças ficam alegres, livres do pacto de lealdade e podem amar ambos os genitores sem culpa e sem medo e os adultos ficam livres do estresse gerado pelas intermináveis discussões.

O que terminou foi seu relacionamento com o/a ex parceiro, mas para a criança o pai e a mãe continuam sendo ótimas pessoas, por isso, evite criticar o/a ex perto do infante, independentemente do que o/a outro/a tenha lhe feito.

Nada de tratar o/a ex com intimidade se utilizando de apelidos carinhosos, por exemplo, principalmente quando estiverem em outro relacionamento, porque, isso gera ciúmes nos novos companheiros e o ambiente ‘pesado’ acabará diretamente abalando a estabilidade emocional do seu filho!

Deixe as mágoas e ressentimentos de lado e nunca seja grosseiro/a ao tratar de assuntos relacionados ao filho. O e-mail é a melhor opção para ser cordial.

Resolvam as pendências relativas ao cotidiano do filho em e-mail próprioPara manterem a racionalidade e foco nos interesses da criança, não vale misturar assuntos de conjugalidade na mesma mensagem eletrônica, ou seja, prestação da casa ou do carro que compraram juntos, a foto que um ou outro tirou na balada, o/a novo/a namorado/a NÃO devem ser tratados no mesmo texto que diz respeito a escola, médico, férias, roupas ou brinquedos que serão comprados para a criança, porque, com ânimos alterados por outros assuntos é mais fácil que um ou outro negue um benefício para a criança sem pensar no bem estar dela, apenas para descontentar o/a ex em suas expectativas.

Não envie e-mail e nem telefone mais que o estritamente necessário. Não provoque o/a outro/a nas Redes sociais e NÃO use os filhos como “mensageiro” para vasculhar a vida do/a ex. 

 Para que nenhum juiz negue a guarda compartilhada por litigância entre as partes, ideal é tratar o/a de maneira objetiva e pacífica sempre que possível, por e-mail (porque, você poderá usá-los como prova de cordialidade). Ao escrever, use bom senso.

Não é preciso forçar uma amizadeA/o ex não precisa ser amiga/oNo entanto, uma convivência harmônica é necessária para que ninguém se sinta desconfortável e principalmente para que as crianças não sofram com as desinteligências dos adultos.

Não permita que juiz algum negue a guarda compartilhada, porque você não consegue ter um comportamento civilizado/urbano com seu/sua ex. Use a inteligência emocional (capacidade de administrar as emoções para alcançar objetivos).

texto do blog de Liliane Santi

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Omissão do Alienador em Agir


Quem NADA FAZ para reaproximação do filho alienado com seu pai ou mãe, PECA POR OMISSÃO!

O bom genitor/a é aquele/a que ressalta a importância do outro na vida do filho.

O “respeito” à vontade da criança ou do adolescente é a MULETA do genitor alienador.

Até onde “as vontades” da criança ou do adolescente alienados devem ser respeitadas?

Tenho ouvido pai e mãe alienante de filhos de 3 à 17 anos que dizem que a criança ou adolescente ’não vai, porque, não quer” e que nada podem fazer, pois, devem RESPEITAR o desejo da prole.

Fácil, super fácil ‘respeitar’ as próprias vontades, sim, as próprias vontades, porque, o DISCURSO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE É PERMEADO PELO DISCURSO DO ALIENADOR, senão, idêntico!

Tanto é verdade que o filho só é “respeitado” no que diz respeito a não ir para o convívio com o genitor alienado e sua parentela.

A prova é que se o filho com 3 anos, por exemplo, não quiser tomar vacina ou injeção, com 8, não quiser ir para à escola, com 9 quiser roubar, a filha com 10 quiser namorar, o filho com 11 quiser traficar, a filha com 12 quiser engravidar, o filho com 13 quiser ser “hippie” e morar na rua vendendo pulseirinha, se a filha com 14 quiser namora com bandido ou fazer um aborto, TODOS OS ALIENADORES VÃO DIZER QUE SÃO MENORES DE IDADE E QUE PRECISAM OBEDECER, que isso ou aquilo não é certo, etc. e tal.

Garanto que na hora “H” vão cumprir a função materna ou paterna e vão instruir, moralizar, aconselhar, dirigir a conduta PRINCIPALMENTE VÃO DIZER QUE A CRIANÇA OU ADOLESCENTE SÃO NOVOS E NÃO TÊM IDADE PARA FAZEREM ESCOLHAS!  

O ALIENADOR não ressalta a importância do outro genitor na vida dos filhos pelo simples fato de que isso não é conveniente para ele/elaSe dependuram na “vontade” do filho em não ir e DESEDUCAM a prole ao deixarem as crianças e adolescentes acharem que mandam e que suas ‘vontades’ se sobrepõe a dos adultos.  

Crianças e adolescentes NÃO DITAM REGRAS, estão sujeitos à elas. Pai ou mãe deveria servir para educar e não para DESEDUCAR. Ao não entregarem a criança ou adolescente para convivência com outro genitor estão ensinando aos filhos que é possível descumprir decisões judiciais sem maiores problemasNo futuro se o filho virar um “fora da Lei” esse genitor NÃO poderá reclamar, pois, ele foi o MENTOR INTELECTUAL DO FILHO INFRATOR!

FALSOS PROTETORES são os pais que destroem a relação filho e genitor alienado apenas com o intuito de atingirem suas metas: assumirem o controle total, único e exclusivo da vida dos filhos excluindo para sempre o genitor que consideram “intruso” e “inimigos” a ser evitados a todo custo.

Quem dá a referência à criança é o adulto e não o contrárioSe ela aprende que tem que se adaptar ao novo modelo de família, formado por dois lares, ela se adapta!

Genitores alienadores se esquecem que a separação não extingue a família, ela apenas modifica a sua estrutura.

Diante de tantos arranjos familiares possíveis atualmente na nossa sociedade, é importante que percebam que a família não acabou diante da separação, apenas se reorganizou e PRINCIPALMENTE, que apesar da madrasta, a criança DEVE conviver com a mãe e que apesar do padrasto, a criança DEVE conviver com o pai. Este ou aquele pode até cumprir a função maternal ou paternal, mas o genitor ou genitora NÃO podem ser excluídos da vida dos filhos, porque, seus pais arrumaram “”substitutos”” como se isso bastasse para anular o genitor biológico da vida do filho.

Madrasta e padrastos NÃO são atores principais, são coadjuvantes e para o bem das crianças precisam aceitar esse fato. Tem madrasta e padrasto disputando a criança à tapa com o pai ou mãe.

A pessoa mais afetada pela separação é a criança ou adolescente!

Talvez você não consiga escolher como se sente. Mas você pode escolher como se comportará sobre seus sentimentos. E essa escolha fará muita diferença na vida de seu filho/a!

Ela é que não quer ver nem saber de você… e eu não posso obrigá-la” é um jargão doentio, egoístico e barato. Só demonstra o processo destrutivo iniciado pelo genitor alienante que tenta matar o genitor ausente pouco a pouco, dia a dia, excluindo o mesmo do imaginário e vida do filho.

A criança tem o direito de conviver amplamente com sua família, o que inclui PAI ou MÃE não guardião.

Ambos genitores são imprescindíveis para o saudável desenvolvimento emocional da criança ou do adolescente e não podem ser excluídos da vida do filho pelo bel prazer do outro genitor.

Genitor mau caráter que inventa que “respeita” o filho quando este diz que não quer ir cumprir as decisões judiciais de convivência deveriam SER MULTADOS POR DISPLICÊNCIA, NEGLIGÊNCIA, PASSIVIDADE, IMOBILIDADE ou deveriam perder a guarda, já que, não estão dando conta de orientar a criança ou adolescente.

Esse papo de “não posso fazer nada, porque, é a criança que não quer”, entra por um ouvido e sai por outro e quem quiser que conte outra!

texto do blog de Liliane Santi

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Filho não quer visitar Pai/Mãe, Porque o Alienador PERMITE?


“Respeitar” a vontade do filho alienado que “não quer” ir para casa do pai ou mãe não guardião é o mesmo que deixar a criança ou adolescente comandar um navio mar adentro enquanto o capitão fica sentado no porão sem nada orientar.

           Ao genitor alienado que grita desesperadamente na intenção de chamar a atenção das autoridades, ninguém ouve! Ele fica à beira do cais vendo a embarcação se afastar desgovernada, sem rumo e com aval da “Capitania dos Portos” (judiciário).

           “O responsável pela embarcação, seus efeitos e disciplina é o COMANDANTE. O capitão deve ser a autoridade suprema de bordo, à qual está sujeita a tripulaçãoque lhe deve estrita obediência em tudo relativo ao serviço da embarcação.

             O capitão ou comandante é a pessoa com maior autoridade a bordo do Navio e por isso compete a ele dirigir, coordenar e controlar os vários serviços no convés, nas máquinas, nas câmaras, buscando melhorias nas operações, rentabilidade e segurança. Ele segue a “política global do armador” e se fundamenta nas leis e regulamentos da marinha.

Ele é o responsável para estudar a viagem, preparar a rota a ser seguida, controlar as radiocomunicações, visando o seu bom funcionamento. Além disso, cuida para que as normas aplicadas ao navio e à tripulação sejam cumpridas, pois deve cuidar da segurança, do ambiente e de salvaguardar a vida humana no mar.

Dentre os poderes atribuídos ao comandante, há o direito ao uso da força em caso de necessidade para evitar motins ou combater atos de pirataria. Seus deveres lhe concedem o comando absoluto do navio, tendo, portanto, maior poder que qualquer outra pessoa a bordo, mesmo que a bordo exista algum superior seu quanto à hierarquia.

Em caso de receber alguma ordem de um superior seu que esteja a bordo do navio, primeiro deve ser explicado ao comandante o objetivo deste comando, pois a hierarquia não pode interferir no comando do navio.

            Uma das regras mais conhecidas para a profissão é que, em caso de evacuação do navio, o capitão deve ser o último a abandoná-lo. O exercício desta função é muito importante e de grande responsabilidade e poder, sendo reservado somente aos profissionais que pertencem à máxima categoria de oficial náutico”.

           O guardião é para o filho o que o comandante é para o navio. Pai ou mãe que não consegue orientar o filho no sentido de que ele precisa conviver com ambos os genitores, deveria PERDER não só a guarda, mas também o PODER familiar.

Só no submundo da alienação parental vemos crianças e adolescentes comandando o guardião, quando o correto seria o guardião ‘ter voz’, comandar e educar os filhos sejam eles crianças ou adolescentes!

NÃO INCENTIVAR o filho a ir conviver com outro genitor é falta gravíssima, pois, ensina, entre outras coisas, a criança ou adolescente a descumprir decisões judiciais.

O direito dos filhos está intimamente ligado aos deveres dos paispois um é consequência do outro e é função do ‘comandante’ para garantir os direitos do filho, encorajar, estimular, animar, incitar a criança ou adolescente a ir conviver com outro genitor.

O guardião deveria ser a pessoa de maior autoridade na relação com filho e a ele compete dirigir, coordenar e controlar a rotina da criança ou do adolescente. Se a figura de autoridade não consegue dirigir, coordenar e controlar a rotina do filho e é a criança ou adolescente quem dita as regras ao guardião, esse genitor não está conseguindo exercer o poder parental, pois, nem ao menos tem sido capaz de buscar melhorias para o relacionamento entre filho e genitor não guardião.

O exercício da função paterna/materna é muito importante e de grande responsabilidade e poder e pai e mãe devem ser os últimos a abandonar a prole. Ao não incentivar o convívio entre filho e genitor ausente o guardião abandona a criança ou adolescente à própria sorte, porque, sem experiência de vida, não têm condições emocionais de comandarem a própria vida!

Por isso, se seu filho diz: “- Eu não quero ir”, e você não faz nada para mudar esse quadro, reveja seus conceitos. Se não incentiva de forma consciente, você está sendo egoísta e vingativo/a e misturando conjugalidade com parentalidade. Se o faz de forma inconsciente, procure terapia. Seu filho não pode e não deve ser solidário ao divórcio. A separação aconteceu entre o casal parental e não entre pais e filhos.

texto do blog de Liliane Santi

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Depressão, Desesperança, Desamparo e Desespero


Depois da morte de dois clientes por suicídio no ano passado, tenho me preocupado bastante com pais, mães e avós que sofrem com atos de alienação parental, principalmente com os que estão sofrendo falsas acusações de abuso sexual.

Profissionais e familiares são de extrema importância no acolhimento correto de quem sofre e relata o desejo de colocar fim à vida ou de fazer justiça com as ‘próprias mãos’.

Que atire a primeira pedra o alienado que já não teve vontade de matar ou morrer, mas essas duas são as piores opções possíveis para casos de alienação parental.

Sei que o sentimento de injustiça é grande e a morosidade do judiciário maior ainda, mas temos que pensar no melhor interesse da criança e ter genitor/a preso/a ou morto, não é do interesse de nenhum filho.

A criança precisa de um genitor forte, que possa provar aos operadores de Direito os atos de alienação parental cometidos pelo outro genitor e morto ou encarcerado ninguém consegue fazer isso.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS):

Para cada suicídio há, em média, 5 ou 6 pessoas próximas ao falecido que sofrem consequências emocionais, sociais e econômicas. O sofrimento do/a suicida acaba, mas em contrapartida o de seus pais, irmãos, filhos, namorada/o, amigos, etc., aumentam. É justo sair de cena e deixar os outros com o sentimento de indignação e perplexidade?

Impulsividade, ansiedade, depressão, perdas recentes (emprego, separação, ausência de filhos) são as causas que mais levam ao suicídio.

Fique alerta aos sintomas de depressão e procure imediatamente um médico psiquiátrico (encontrado na rede pública) se perceber que os sintomas a seguir estão presentes há mais de duas semanas e trazem sofrimento significativo, alteram sua vida social, afetiva ou laboral.

Se você tem se sentido triste, durante a maior parte do dia, quase todos os dias, se perdeu o prazer ou o interesse em atividades rotineiras, se está sentindo irritabilidade, desesperança,  queda da libido, se perdeu peso ou ganhou peso (não estando em dieta), se tem dormido demais ou de menos, ou se tem acordado muito cedo, se sente-se cansado e fraco o tempo todo, sem energia, se sente-se inútil, culpado, um peso para os outros, se  sente-se ansioso e com dificuldade em concentrar-se, tomar decisões e dificuldade de memória, se tem pensamentos frequentes de morte e suicídio, procure AJUDA.

Familiares que convivem com alienados, cuidado com as atitudes que conduzem a erro no diagnóstico e no tratamento do paciente deprimido. NUNCA DIGA:

“No lugar dele eu também estaria deprimido.”

“Esta depressão é compreensível, não precisa tratar.”

“Depressão só dá em quem tem fraqueza de caráter.”

“Você só está estressado…”

“Depressão é uma consequência natural do envelhecimento.”

 “Só depende de você: força de vontade cura a depressão!”

“Antidepressivos são perigosos.”

Existem estágios no desenvolvimento da intenção suicidainiciando-se geralmente com a imaginação ou a contemplação da ideia suicidaPosteriormente, um plano de como se matar, que pode ser implementado por meio de ensaios realísticos ou imaginários até, finalmente, culminar em uma ação destrutiva concreta. Contudo, não podemos esquecer que o resultado de um ato suicida depende de uma multiplicidade de variáveis que nem sempre envolve planejamento.

Existem três características próprias do estado em que se encontra a maioria das pessoas sob risco de suicídio:

  1. Ambivalência: é atitude interna característica das pessoas que pensam em ou que tentam o suicídio. Quase sempre querem ao mesmo tempo alcançar a morte, mas também viver. O predomínio do desejo de vida sobre o desejo de morte é o fator que possibilita a prevenção do suicídioMuitas pessoas em risco de suicídio estão com problemas em suas vidas e ficam nesta luta interna entre os desejos de viver e de acabar com a dor psíquicaSe for dado apoio emocional e o desejo de viver aumentar, o risco de suicídio diminuirá.
  1. Impulsividade: o suicídio pode ser também um ato impulsivo. Como qualquer outro impulso, o impulso de cometer suicídio pode ser transitório e durar alguns minutos ou horas. Normalmente, é desencadeado por eventos negativos do dia-a-dia. Acalmando tal crise e ganhando tempo, o familiar pode ajudar a diminuir o risco suicida.
  1. Rigidez/constrição: o estado cognitivo de quem apresenta comportamento suicida é, geralmente, de constrição. A consciência da pessoa passa a funcionar de forma dicotômica: tudo ou nada. Os pensamentos, os sentimentos e as ações estão constritos, quer dizer, constantemente pensam sobre suicídio como única solução e não são capazes de perceber outras maneiras de sair do problema. Pensam de forma rígida e drástica:

“O único caminho é a morte”, “Não há mais nada o que fazer”, “A única coisa que poderia fazer era me matar”.

Análoga a esta condição é a “visão em túnel”, que representa o estreitamento das opções disponíveis de muitos indivíduos em vias de se matar. A maioria das pessoas com ideias de morte comunica seus pensamentos e intenções suicidas. Elas, frequentemente, dão sinais e fazem comentários sobre “querer morrer”, “sentimento de não valer pra nada”, e assim por diante.

Todos esses pedidos de ajuda não podem ser ignorados. Fique atento às frases de alerta. Por trás delas estão os sentimentos de pessoas que podem estar pensando em suicídio.

São quatro os sentimentos principais de quem pensa em se matar. Todos começam com “D”: depressão, desesperança, desamparo e desespero (regra dos 4D). Nestes casos, frases de alerta + 4D, é preciso investigar cuidadosamente o risco de suicídio.

JAMAIS DIGA:

“Ele está ameaçando suicídio apenas para manipular.” – A ameaça de suicídio sempre deve ser levada a sério. Chegar a esse tipo de recurso indica que a pessoa está sofrendo e necessita de ajuda”.

Questionar o parente ou amigo sobre ideias de suicídio, fazendo-o de modo sensato e franco, aumenta o vínculo e a confiança. Este se sentindo acolhido por um familiar ou amigo cuidadoso que se interessa pela extensão de seu sofrimento poderá se sentir seguro para desabafar.

“Quem quer se matar, se mata mesmo.” – Essa ideia pode conduzir ao imobilismo terapêutico, ou ao descuido no manejo das pessoas sob risco. Não se trata de evitar todos os suicídios, mas sim os que podem ser evitados.

“Quem quer se matar não avisa.” – Pelo menos dois terços das pessoas que tentam ou que se matam haviam comunicado de alguma maneira sua intenção para amigos, familiares ou conhecidos.

 “O suicídio é um ato de covardia (ou de coragem)”. – O que dirige a ação auto-inflingida é uma dor psíquica insuportável e não uma atitude de covardia ou coragem.

 “No lugar dele, eu também me mataria.” – Há sempre o risco de o familiar identificar-se profundamente com aspectos de desamparo, depressão e desesperança de seu parente, sentindo-se impotente para a tarefa assistencial. Há também o perigo de se valer de um julgamento pessoal subjetivo para decidir as ações que fará ou deixará de fazer, por isso, é importante procurar urgente ajuda médica.

Como ajudar a pessoa sob risco de suicídio?

Quando as pessoas dizem “eu estou cansado da vida” ou “não há mais razão para eu viver”, elas geralmente são rejeitadas, ou então são obrigadas a ouvir sobre outras pessoas que estiveram em dificuldades piores. Nenhuma dessas atitudes ajuda a pessoa sob risco de suicídio.

O primeiro passo é achar um lugar adequado, onde uma conversa tranquila possa ser mantida com privacidade razoável.

O próximo passo é reservar o tempo necessário. Pessoas com ideação suicida usualmente necessitam de mais tempo para deixar de se achar um fardo. É preciso também estar disponível emocionalmente para lhes dar atenção.

A tarefa mais importante é ouvi-las efetivamente. Conseguir esse contato e ouvir é por si só o maior passo para reduzir o nível de desespero suicida. O objetivo é preencher uma lacuna criada pela desconfiança, pelo desespero e pela perda de esperança e dar à pessoa a esperança de que as coisas podem mudar para melhor.

Vivos podemos encontrar soluções, mortos, não. Procure ajude psicológica e médica psiquiátrica. Não enfrente sozinho o que você pode enfrentar junto com alguém!  

Se você precisa desabafar, ligue para “Amigos da vida” (19) 3231-4111 ou para “Centro de valorização da vida” (19) 3231-4111. Para telefones em sua cidade, acesse os sites:

http://www.sociedadeamigosdavida.org.br/

http://www.cvv.org.br/

texto do blog de Liliane Santi

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O bê-á-bá da Alienação Parental


Como numa antiga cartilha de aprender a ler vamos demonstrar como se fundamentam e perpetuam os atos de alienação parental, já que, o ‘modus operandi’ é sempre o mesmo.  

1-                 Tudo se inicia com um pedido de divórcio/separaçãoseja ele consensual ou litigioso envolvendo ou não partilha de bens móveis e imóveis;

2-                 O passo seguinte é a discussão de pensão alimentícia;

Com mínimo desacordo em qualquer uma dessas esferas, o ‘guardião’ começa a dificultar e ou impedir o contato da criança com o genitor ausente e isso levará ao terceiro passo:

3-                 Disputa de guarda;

Nesse momento processual tudo que estava ruim começa a piorar ainda mais e o genitor alienador afirma categoricamente que o outro e seus familiares só verão a criança quando o juiz ‘determinar’ os dias, locais e horários para convivência.

Inconformado o genitor, saudoso da prole, vai até a casa do filho para tentar revê-lo e “por esse crime” ele passa para o quarto passo:

4-                 Recebe uma Medida Protetiva que o impede de se aproximar da ex e da criança por 90, 180 dias ou por tempo indeterminado, o que por si só o leva para a etapa seguinte:

5-                 Suspensão das visitas que muitas vezes ainda nem foram fixadas;

Depois de passado esse tempo a alegação é de que a criança não quer ir para casa paterna e tampouco para locais públicos com ele. Nova fase no “jogo de destruição da imagem do genitor ausente”:

6-                 Visitas no CEVAT (Centro de Visitação Assistida ou como alguns preferem chamar: Centro de TORTURA Assistida);  

7-                 Juiz despacha pedindo arquivamento do Inquérito Policial e extinção da(s) Medida(s) Protetiva(s) baseada(s) na Lei Maria da Penha por não haver elementos que comprovem a violência doméstica física ou psicológica contra a mulher ou criança;

8-                 O alienado entra com ação para averiguação de alienação parental;

9-                 Visitas assistidas acabam e finalmente o alienado consegue pernoitar com o filho;

Poucos dias depois se surpreende com mais uma acusação, dessa vez de:

10-             Denúncia de Maus tratos;

11-             O ciclo acima se repete: Medida Protetiva, Suspensão de visitas, Visitas assistidas, despacho do juiz dizendo que nada foi comprovado, volta ao convívio na casa do alienado;

O próximo passo é o mais perigo e malévolo de todos:

12-             Falsa denúncia de abuso sexual contra o menor;

Todos vão para o Estudo psicossocial. O acusado adoece. Os familiares ficam perplexos e não compreendem o que está acontecendo. Agora, além do advogado cível, terão que contratarem também um criminal.

Quase um ano depois, terminado os estudos forense, as experts do juízo NÃO confirmam a ocorrência de abuso sexual imputado ao réu e afastam totalmente essa hipótese.

13-             O Estado não só reconhece os atos de alienação parental, bem como, reconhece que a criança está com a Síndrome instalada em grau III, onde segundo Richard Gardner:

“Os filhos em geral estão perturbados e frequentemente fanáticosCompartilham os mesmos fantasmas paranóicos que o genitor alienador tem em relação ao outro genitor. Podem ficar em pânico apenas com a ideia de ter que visitar o outro genitorSeus gritos, seu estado de pânico e suas explosões de violência podem ser tais que ir visitar o outro genitor é impossível. Se, apesar disto vão com o genitor alienado, podem fugir, paralisar-se por um medo mórbido, ou manter-se continuamente tão provocadores e destruidores, que devem necessariamente retornar ao outro genitor. Mesmo afastados do ambiente do genitor alienador durante um período significativo, é impossível reduzir seus medos e suas cóleras. Todos estes sintomas ainda reforçam o laço patológico que têm com o genitor alienador.

14-             Por causa do pacto de lealdade estabelecido com genitor alienador a criança se nega veementemente a ir com genitor alienado e perita psicóloga indicará terapia com profissional especializado no tema alienação parental para que seja possível restabelecer vínculos de amor e afeto com genitor ausente;

15-             Promotores opinam pela imediata inversão de guarda;

16-             Poucos juízes, apesar de reconhecerem a necessidade de alteração de guarda, acatam a sugestão do Ministério Público, porque, levam em conta a dependência emocional patológica que a criança tem do alienador, mas como vamos regredir a S.A.P de grau III, para II e I e posteriormente livrar a criança desse mal que lhe aflige se ela continuar nas mãos do alienador?

17-             Juiz adverte o genitor alienador e diz que ele deve ter participação efetiva na reaproximação da criança com outro genitor. Alguém acha que o alienante vai mover um dedo pra isso?

“Gardner observou que em casos de alienação parental os alienadores apresentavam sintomas disseminados que se encaixavam numa categorização de transtorno de personalidade, entre eles o transtorno de personalidade narcisista, o distúrbio de personalidade paranoide, a histeria e transtorno de personalidade antissocial. Perfeccionismo e intolerância em relação a si mesmo e aos outros, quando questionados ou reprovados sentem-se abandonados, traídos e frequentemente raivososutilização de defesas psíquicas tais como projeção, cisão ou preocupação obsessiva com as deficiências dos outros de modo a ocultar de si e dos outros as próprias deficiências; pouca ou nenhuma tolerância ao processo de perda.

As pessoas com transtorno de personalidade costumam ter relacionamentos problemáticos, têm dificuldades em responder flexível e adaptativamente ao ambiente e às mudanças e demandas da vida e lhes falta resiliência quando sob estresse. Suas formas de atuar tendem a perpetuar seus déficits, não se percebem como problemáticos e tendem a culpar os outros por seus impasses ou mesmo negar de forma veemente sua condição.

18-             Alguns pais Agravam a decisão e conseguem reverter a guarda. Levam os filhos para terapia intensiva, onde o profissional da psicologia deve fazer o diagnóstico dos fatores que levaram o indivíduo à dependência do genitor alienante. Nessa fase o psicólogo deve primeiro trabalhar com a criança ou adolescente a diferença entre conjugalidade e parentalidade, depois, iniciar o resgate das boas memórias do genitor ausente, através de lembranças, fotografias, bilhetinhos (que o genitor alienado deve fornecer para o terapeuta). Depois, deve trabalhar com o discurso da criança e iniciar a destruição das falsas memórias contrapondo com os fatos reais. Posteriormente o terapeuta deve ser capaz de trabalhar a desconstrução do pacto de lealdade que o filho se viu obrigado a fazer com genitor guardião. O tratamento deve ser voltado para estabilização emocional da criança e quando ela está sob a guarda e vigilância do genitor saudável emocionalmente isso é possível em pouco tempo, pois, este permitirá que o filho não tenha que ‘escolher’ um ou outro genitor.  

 “O genitor alienador é muito convincente na sua ilusão de desamparo e nas suas descrições. Ele consegue, muitas vezes, fazer as pessoas envolvidas acreditarem nele como os funcionários públicos, policiais, assistentes sociais, advogados, e mesmo psicólogos”. (MAJOR)

Mas quando um profissional perito forense percebe que o alienador está mentindo e deseja usá-lo e manipulá-lo para benefício próprio e decide colocar essa impressão no relatório final é que ele irá verdadeiramente conhecer a personalidade do alienante que passa à partir daquele momento a DIFAMAR E DENEGRIR não só o ‘expert’, mas TODA A CATEGORIA DE PSICÓLOGOS e autores das teorias que embasam os documentos psicológicos.

O alienador para ocultar de si e dos outros suas próprias deficiências projetam em alguém de fora sua raiva por um FRACASSO PRÓPRIO.

A mente do alienador evita o desconforto da admissão consciente da falta cometida, mantém os sentimentos no inconsciente e projeta, assim, as falhas em outra(s) pessoa(s), sejam eles parentes ou PROFISSIONAIS.

Projeção é uma forma em que o ego continua a FINGIR que está totalmente no controle em todos os momentos, quando, na realidade, se trata da experiência humana de transferir modos de agir e/ou motivos instintivos e emocionais, com os quais o “eu” não concorda.

Ademais, é comum QUE OS ALIENADORES não acessem memórias verdadeiras, ou intenções e experiências, mesmo sobre sua própria natureza, porque a projeção é a sua única ferramenta de uso.

Junto com esse mecanismo de defesa, outro é usado, o da NEGAÇÃO, POIS NÃO CONSEGUEM SE RESPONSABILIZAR PELOS ATOS COMETIDOS e se recusam a aceitar a verdade mesmo que essa tenha sido explicitada nos Laudos do setor social e psicológico, pelo Ministério Público e pelo juiz.

texto do blog de Liliane Santi

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