Um homem cansado de ver as namoradas terminarem o relacionamento com ele por causa das filhas, resolveu escondido das meninas instalar um programa que capta as conversas de Whatsapp. Segue a transcrição de trechos das conversa entre mães e filhas.

Uma menina tem 10 e a outra 8 anos. Escrevi um único discurso, mas ora a mãe fala com a mais velha, ora com a mais nova. No relato corrido transcrevi as mensagens que achei relevante trocadas entre mãe e filhas nos seis finais de semana em que o aplicativo ficou instalado.

“- A baranga ‘véia’ (namorada do ex marido) já chegou?

– Já.

– Ótimo, vamos começar a desenvolver nosso plano. Assim que eu for tendo ideias vou mandando por zap para você e pra sua irmã.

– O ‘mongoloide’ (se referindo ao filho na namorada do ex marido) foi junto?

– Sim.

– Melhor. Faz o seguinte, começa cortando o cabelo da sua Barbie, pode deixar que compro outra segunda-feira. Corta bem curtinho e corre chorando pra perto do seu pai e fala que foi o mongol. Ele não vai se defender mesmo.

– Escuta, faz o seguinte, vai no banheiro depois que louca tomar banho e pega um fio de cabelo que ela tenha deixado na escova ou no chão se ela secou o cabelo. Daí você esconde e na hora da comida coloca no prato e sai gritando: Eca! Que nojo, que nojento….! Não coma mais. Peça depois pro seu pai ir na padaria comprar pão e presunto, assim a “v–a” aprende a não postar mais fotos de comida que fez ‘pras’ MINHAS FILHAS, “p—a” sem vergonha!

– Vocês precisam ficar empenhadas em acabar logo com esse namoro. O pai de vocês ganha pouco e se ele fica pagando coisas pra essa aí e pro encostado, não sobra dinheiro pra pagar coisas pra vocês. Olha só, se ele tiver ‘cinquentão’ e vocês quiserem sorvete, não pensa que dá para comprar Magnum não. Vocês vão no máximo tomar picolé de limão, porque, são cinco sorvetes que o palhaço tem que comprar.

– A ‘vagaba’ já chegou?

– Sim.

– Você não beijou ela não, né?

– Não.

– Mas ela pediu beijo?

– Não.

– Se pedir você cospe, tá bom? Faz certinho conforme combinamos.

– Se eu souber que você deu beijinho ou andou de mãos dadas vou dar na sua cara.

– Olha só, vi no Face da “cadela” que ela foi viajar com seu pai pra casa da sua avó. Diga pro pai de vocês que o dinheiro dele é de vocês e que se alguém teria que viajar era vocês e não a bruxa e o bostinha. Vocês estão vendo, não sou eu que estou falando, vocês estão vendo. Essa “p—–a” vai falir o pai de vocês. Faça uma cena e se deprimam, chorem, se sintam ofendidas, aí de vocês se eu ver ‘fotinha’ no Face de vocês dando risada pra essa enxerida.

– Escuta aí. Tive uma ideia. Faz xixi no chão do banheiro e cobre com o tapete. Mais tarde vai feder, porque, está calor demais. Reclame pro seu pai que sempre que o ‘capetinha’ vai aí ele mija no chão.

– Vai lá onde a “Filha da p–a” está e faz caretas pra ela e depois reclama pro seu pai que ela fez caretas pra você, mas pra ele se irritar, você tem que fazer isso de hora em hora.

– Mãe, a namorada do meu pai está lavando a roupa. Só estou avisando, porque a senhora mandou.

– Quando ela acabar, sem que ela veja, despeja um pouco de água sanitária em alguma peça de roupa sua, mas tem que ser na colorida pra manchar. Depois, quando estiver seca você mostra pra seu pai o que ela fez.

– Escuta, faz uma coisa. Quando seu pai for dormir depois do almoço, pede pra broaca te levar no mercado. Inventa qualquer coisa. Fala que quer chocolate e ela como vai querer mostrar serviço, vai te levar. NÃO coloca cinto de segurança e na volta, em qualquer curva, bata com força a cabeça no vidro. Vê se consegue formar um galo pra eu te levar no I.M.L amanhã e ainda vou no Detran avisar que ela te conduziu sem cinto.

– Me diz uma coisa, a vagabunda ainda está dando uma de jardineira? Faz o seguinte, depois que ela regar as plantinhas do inferno, vai lá sem ninguém ver e abre a mangueira. Bota logo o bico d’água nos cactos pra eles morrerem todinhos.

– Seu pai tem que dar um chute na bunda dessa ‘p—–a’ logo. Infernizem, vocês precisam ser criativas. Querem ou não querem que seu pai pague as coisas só pra vocês? Vamos, me ajudem. Não dou conta de fazer isso sozinha não.

– Vê aí se embaixo da pia do seu pai tem álcool e inseticida ou qualquer outro produto perigoso. Se tiver tira fotos da sua irmã mexendo neles. Preciso de provas para juntar no processo. Enquanto essa vadia estiver morando com ele vocês não vão mais aí!

– Fala pro seu pai que quando ele sai a “p—–a” mostra os peitos pra vocês e perguntam se querem mamar. E daí digam: Se quiser ver a gente de novo tem que ser na casa da mamãe. Não voltaremos mais aqui. Nunca mais!

– Escuta, mandei uma calcinha minha na mochila da sua irmã. Vai lá e leva pra ‘vagaba’ quando seu pai sair e diga: achei na minha gaveta, é sua? Ela vai ficar louca achando que seu pai levou outra aí. Ou sei lá, coloca embaixo da cama. Veja aí o que você acha melhor.

– Tira foto da janela sem grade pra eu juntar no processo.

– Fala pro seu pai que o menino dela comeu seu chocolate, mas vê se lava a mão e escova os dentes pra ele não ver que quem comeu foram vocês.

– Escuta, aproveita aquela marquinha que está no seu braço e fala que o ‘mongol’ te beliscou.

– Se ela fizer lanche dá um jeitinho de vomitar. Bota o dedo na garganta que sai tudo e peça para seu pai te trazer pra dormir comigo, porque, aqui eu faço comida pra você.

– Vê se pega uma cueca do seu pai e põe na mochila. Vou beijar com batom e quero ver se ela ainda fica com ele. Oh, presta atenção, pega uma branca pra marca aparecer.”

São os pais que se divorciaram e o litigio deve se limitar à eles, nunca os conflitos e discordâncias podem envolver os menores. O que essa mãe tem feito, além de muitas coisas, é VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA E ASSÉDIO MORAL contra as filhas.

Essa mulher confidencia para as meninas com riqueza de detalhes todas as más experiências do relacionamento conjugal findo e exige que as filhas lhe sejam leais. Esse conflito de lealdades é responsável por grande parte do sofrimento dos filhos na situação de separação. As lealdades ficam divididas, uma vez que, como bem explicam Boszormenyi-Nagy e Spark (1983), os filhos sentem que ser leal a um significa ser desleal ao outro.

A dor gerada nos filhos do casal que se separa e não consegue perceber que a parentalidade persiste embora a conjugalidade tenha acabado não traduz apenas um sofrimento momentâneo, mas tem a possibilidade de provocar prejuízos psicoemocionais que podem se estender por toda a vida.

A ajuda especializada psicológica focal ou um processo psicoterápico é muito bem vindo para restruturação da ex esposa em tela que precisa permitir que as filhas tenham relacionamento parental adequado, harmônico e sem influência dela.  

Apenas para informação, desde que o pai revelou as gravações as filhas nunca mais puderam ir na sua casa e ele está lutando no judiciário para o restabelecimento da convivência. 

texto do blog de Liliane Santi

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