O Direito das Partes em Contratar a Assistente Técnica


Ter um assistente Técnico é DIREITO garantido constitucionalmente pelo artigo 429 do antigo código do Processo civil, e no Novo CPC, pelo artigo 473 que em seu § 3º diz:

“Para o desempenho de sua função, o perito e os assistentes técnicos podem valer-se de todos os meios necessários, ouvindo testemunhas, obtendo informações, solicitando documentos que estejam em poder da parte, de terceiros ou em repartições públicas, bem como instruir o laudo com planilhas, mapas, plantas, desenhos, fotografias ou outros elementos necessários ao esclarecimento do objeto da perícia”.

No entanto, muitas psicólogas judiciárias que se afirmam qualificadas

para identificarem atos de alienação parental ou a síndrome decorrente dela, a qual chamamos de S.A.P Síndrome da Alienação Parental, não perecem estar adequadamente esclarecidas da função da Assistente Técnica.

Temos encontrados manifestações descabidas e totalmente contrárias ao que determina a Resolução 008/2010 – Artigo 8º Parágrafo Único, vejamos o que diz uma Psicóloga Judiciária:

“Esclarecemos ainda que deixamos de convidar a assistente técnica contratada

pela genitora a participar da avaliação em razão de estar tal prática vetada pela Resolução nº 008/2010 do Conselho Federal de Psicologia, em seu Artigo 2º, que aqui

transcrevemos:

“O psicólogo assistente técnico não deve estar presente durante a realização dos procedimentos metodológicos que norteiam o atendimento do psicólogo perito e vice-versa, para que não haja interferência na dinâmica e qualidade do serviço realizado.”

Ora, NÃO É NECESSÁRIO CONVITE tão pouco a anuência da Peritagem para entrada da Assistente Técnica!

Não estamos falando de um chá da tarde. Estamos falando de vidas. Estamos falando de crianças e adolescentes vítimas de problemas decorrentes do divórcio.

Diz a Resolução 008/2010

“CAPÍTULO I – REALIZAÇÃO DA PERÍCIA

Art. 1º – O Psicólogo Perito e o psicólogo assistente técnico devem evitar qualquer tipo de interferência durante a avaliação que possa prejudicar o princípio da autonomia teórico-técnica e ético profissional, e que possa constranger o periciando durante o atendimento.

Art. 2º – O psicólogo assistente técnico não deve estar presente durante a realização dos procedimentos metodológicos que norteiam o atendimento do psicólogo perito e vice-versa, para que não haja interferência na dinâmica e qualidade do serviço realizado.

Parágrafo Único – A relação entre os profissionais deve se pautar no respeito e colaboraçãocada qual exercendo suas competências, podendo o assistente técnico formular quesitos ao psicólogo perito.

Quando um profissional perito induz o Ministério Público e o Juízo ao erro dizendo que esta prática é vetada pelo Conselho Regional de Psicologia está DESRESPEITANDO o colega psicólogo, pois, o impede de exercer as suas competências. O impede de avaliar as partes, o impede de formular quesitos…e em última instância ele cala a boca e rouba a voz do Assistente! Não adiantam recursos, não adiantam agravos, não adianta passeata, não adianta mais nada.

CAPÍTULO II – PRODUÇÃO E ANÁLISE DE DOCUMENTOS

Art. 8º – O assistente técnico, profissional capacitado para questionar tecnicamente a análise e as conclusões realizadas pelo psicólogo perito, restringirá sua análise ao estudo psicológico resultante da perícia, elaborando quesitos que venham a esclarecer pontos não contemplados ou contraditórios, identificados a partir de criteriosa análise.

Parágrafo Único – Para desenvolver sua função, o assistente técnico poderá ouvir pessoas envolvidas, solicitar documentos em poder das partes, entre outros meios (Art. Art. 429, do antigo Código de Processo Civil e 473 do Novo CPC).

Quando o Ministério Público e o Juiz acatam a psicóloga perita judicial e negam a entrada da Assistente Técnica estão infringindo preceitos legais.

O direito da parte fica totalmente prejudicado se sua assistente não ouve e não analisa a todos para que possa emitir um Parecer contestando e ou aceitando o Relatório da Perita.

Deve-se destacar que muitos Laudos periciais realizados deixam de atender à legislação (art. 5º, §1º, Lei n.º 12.318/2010), vez que se limitam a ouvir uma das partes, ignorando a determinação legal para que a entrevista pessoal seja realizada com todos.

Em muitos Relatórios emitidos há provas de que as psicólogas do Juízo não examinaram documentos constantes dos autos, não buscaram o histórico do casal e da separação, não buscaram a cronologia de incidentes, a avaliação da personalidade dos envolvidos etc.

Pior, em muitos documentos restam evidentes que as psicólogas do Juízo não possuem experiência para diagnosticarem casos que envolvem atos de Alienação Parental. Mostram-se confusas, vez que atestam a inexistência de Alienação Parental em razão do menor estar sendo bem tratado por seu guardião.

E termino por dizer que essa NARRADORA que vos fala, quando é Assistente Técnica, assim que tem o nome nos Autos, ou seja, assim, que SOU PARTE do Processo, o leio e o estudo na íntegra e profundamente, portanto, mesmo quando tenho as oitivas vetadas, e sou impedida de conhecer todas as partes, tenho sim, condições de conhecer a dinâmica e histórico familiar de pai/mãe/filho e tenho dados técnicos para emitir Pareceres!

texto do blog de Liliane Santi



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O que é uma Psicóloga Parecerista?


Quando entrego meu cartão de visitas ou quando alguma pessoa entra na minha página da Rede Social Facebook, geralmente me perguntam qual a função da psicóloga Parecerista.

Para esclarecer, vou utilizar o texto retirado do MANUAL DE ELABORAÇÃO DE DOCUMENTOS DECORRENTES DE AVALIAÇÕES PSICOLÓGICAS do Conselho Federal de Psicologia.

O Parecer é um documento fundamentado e resumido sobre uma questão focal do campo psicológico cujo resultado pode ser indicativo ou conclusivo. O parecer tem como finalidade apresentar resposta esclarecedora, no campo do conhecimento psicológico, através de uma avaliação especializada, de uma “questão problema”, visando a dirimir dúvidas que estão interferindo na decisão, sendo, portanto, uma resposta a uma consulta, que exige de quem responde competência no assunto.

O psicólogo parecerista deve fazer a análise do problema apresentado, destacando os aspectos relevantes e opinar a respeito, considerando os quesitos apontados e com fundamento em referencial teórico-científico.

Havendo quesitos, o psicólogo deve respondê-los de forma sintética e convincente, não deixando nenhum quesito sem resposta. Quando não houver dados para a resposta ou quando o psicólogo não puder ser categórico, deve-se utilizar a expressão “sem elementos de convicção”. Se o quesito estiver mal formulado, pode-se afirmar “prejudicado”, “sem elementos” ou “aguarda evolução”.

O parecer é composto de 4 (quatro) itens:

  1. Identificação: Nome do parecerista e sua titulação, o nome do autor da solicitação e das partes envolvidas.
  1. Exposição de motivos: Destina-se à transcrição do objetivo da consulta e dos quesitos ou à apresentação das dúvidas levantadas pelo solicitante. Deve-se apresentara questão em tese, não sendo necessária, portanto, a descrição detalhada dos procedimentos, como os dados colhidos ou o nome dos envolvidos.
  1. Análise: A discussão do PARECER PSICOLÓGICO se constitui na análise minuciosa da questão explanada e argumentada com base nos fundamentos necessários existentes, seja na ética, na técnica ou no corpo conceitual da ciência psicológica. Nesta parte, deve respeitar as normas de referências de trabalhos científicos para suas citações e informações.
  1. Conclusão: Na parte final, o psicólogo apresentará seu posicionamento, respondendo à questão levantada. Em seguida, informa o local e data em que foi elaborado e assina o documento.

Ou seja, respondendo à pergunta inicial a psicóloga Parecerista elabora Pareceres, no meu caso, que são usados para serem anexados aos Autos em processos de alienação parental, disputas de guarda e falsas acusação de abuso sexual.

O Parecer é um documento lido por todos os profissionais envolvidos. Se anexado na fase do Inquérito Policial, por exemplo, é lido pelo (a) Delegado (a), posteriormente pelo Ministério Público, pelas peritas (Assistente Social e Psicóloga), pelo Juiz, etc, sendo assim, é uma peça à mais no processo e de muita importância para dirimir dúvidas ou no mínimo para levantar hipóteses que os outros profissionais não tenham considerado por terem feito um trabalho às pressas ou sem fundamentação teórica.

O psicólogo jurídico ou forense trabalha na interface entre o Direito e a Psicologia, portanto precisa necessariamente incluir em sua avaliação os dados processuais o que nem sempre é feito e cabe ao Parecerista ler o processo de capa à capa e encontrar nele tudo que outros profissionais deixaram passar despercebido para que a questão problema possa ser equacionada e o convívio entre os ausentes, prontamente restabelecido. 

texto do blog de Liliane Santi

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O Alienador Parental é uma Pessoa Tóxica/Psicopata


Definitivamente, os alienadores parentais são pessoas tóxicas, pois, têm o poder de envenenar a todos ao seu redor, principalmente os filhos.  

Como qualquer tipo de toxina, você precisa limitar sua exposição a essas pessoas ou até mesmo cortar laços para se proteger, pois, exalam sentimentos e ou características ruins que afetam o dia a dia do alienado e de sua parentela.

Antes da separação são amigáveis, simpáticos, atenciosos e generosos. Amam os sogros, cunhados, sobrinhos, mas isso não passa de um disfarce e com o tempo vão se revelando.

Alienadores são psicopatas e como tal não aceitam perder. Manipulam os outros com intuito de que façam as coisas que desejam. Tentam vencer o outro pelo cansaço falando a mesma coisa repetidas vezes.

Em conversas as pessoas tóxicas vão fazer parecer que estão muito interessadas no que está acontecendo em sua vida pessoal, mas sempre voltarão a falar sobre si mesmas, porque, só olham para o próprio umbigo.  

Na partilha de bens ficará claro as más intenções do alienante. Alienadores são pessoas arrogantes e se sentem superiores aos outros e são também são pessoas gananciosas, eles querem tudo o que é de direito e até mesmo o que não é. Até terrenos ou casa dos sogros eles querem que entrem na divisão.

Sempre se fazem de vítimas. Eles olham para seus próprios erros, mas sempre encontram alguém para culpar.

Nunca estão felizes com o que têm e são incapazes de ficarem felizes pelas boas coisas que acontecem com o ex. Acreditam que se alguma coisa benéfica tem que acontecer, deve ser com eles.

Deixam todos maldispostos, consomem todas as energias e ainda fazem os alienados e seus parentes se sentirem culpados. São vampiros emocionais.

Alienadores não querem bem aos filhos, nem ao ex e tão pouco aos familiares deste e quando menos esperarmos eles provocam algum mal.

Pessoas tóxicas têm língua venenosa e usam a palavra para denegrir e acusar o outro. As ‘toxinas’ exaladas provocam danos à saúde física e emocional ao genitor e avós ausentes.

Os alienadores parentais são mentirosos surpreendentes e sabe-se lá porque, o intoxicado judiciário acredita em cada uma de suas palavras, principalmente no que diz respeito a falsas acusações de abuso sexual.  

Eles testam os profissionais do Direito e da psicologia pra ver quais serão intoxicados com suas maléficas inverdades.

Como no Conto da Sereia, quem ouvir suas persuasivas palavras serão arrastados pela rede emaranhada de mentiras e manipulações.

Há apenas uma coisa em suas mentes: convencer a todos fazer o que eles querem. Falam sobre as mesmas coisas repetidas vezes, numa tentativa de implantar a ideia na cabeça do ouvinte para que este o ajude.

Só de verem os tóxicos alienadores de longe no dia da audiência o alienado se sente mal, irritado, inseguro, e com uma péssima sensação de que todo judiciário será contaminado com suas toxinas do mal.

Na maior cara de pau se posam de vítimas, mentem para o Ministério Público e para o Juiz olhando nos olhos e ainda dão o seu melhor do seu lado teatral demonstrando o sofrimento em linguagem corporal adequada.

Se fingem de bom pai ou mãe e se dizem zelar apenas pelo ‘melhor interesse para criança’ e que ali estão apenas para representa-los.

Narcotizam a todos coletivamente e saem da audiência com a guarda unilateral que salvaguarda os melhores interesses financeiros de quem usou o útero como meio de ganhar a vida.  

texto do blog de Liliane Santi

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A Alienação Parental é uma DROGA e o Genitor Alienante é o ÓPIO dos Filhos Alienados


Nenhum filho alienado permite que coloquemos o alienador sob críticas.

O genitor alienante pode ter vários parceiros que dorme na casa com a criança ou adolescente, saem juntos para passeios e viagens, mas essas mesmas crianças e adolescentes ABOMINAM o/a parceiro/a do genitor alienado e não pisam na casa destes nem sob tortura, muito menos aceitam convites para qualquer tipo de evento.

O filho alienado parece um drogado. E é fácil tornar-se um “drogadicto’, mas é difícil fazer o caminho inverso, especialmente quando se depende da ‘permissão’ ou incentivo do genitor alienador.

O adolescente ou a criança alienada se assemelha muito a um toxicodependente, porque, são IMPOTENTES perante a adição (o ‘vício’ do convívio com o alienador). O genitor alienante é um ‘narcótico’ e os “adictos” só ficam bem com eles.

Como em todo tratamento, a reabilitação atinge melhores resultados se o paciente estiver disposto a interromper o vício e se o “traficante” parar de lhe oferecer droga diariamente.

“Adição psíquica refere-se à necessidade de usar certa droga para obter alívio das tensões, sensação de bem-estar. Caracteriza-se por fenômenos cognitivos, com busca recorrente pelos efeitos iniciais do uso. Adição psíquica (ou dependência psicológica) normalmente age no cérebro e produz um ou mais dos efeitos: redução da ansiedade e a tensão; euforia ou outras mudanças agradáveis do humor; impressão de aumento da capacidade mental e física e alterações da percepção sensorial sobre a própria dependência química em ação na pessoa.

Dependência física é um estado de adaptação do corpo a uma droga, que suscita distúrbios físicos se o uso da droga é interrompido. Significa uma perda de controle sobre o uso da substância, criando um estado chamado de ansiedade”.

A base neurobiológica responsável pelo desenvolvimento da dependência de drogas é o Sistema de Recompensa do Sistema Nervoso Central. No sistema límbico (área relacionada ao comportamento emocional), acha-se uma área relacionada à sensação de prazer, chamada circuito de recompensa cerebral.

Todas as drogas de abusodireta ou indiretamente, atuam no circuito de recompensa cerebral, podendo levar o usuário a buscar repetidamente essa sensação de prazer.

Vejamos os comportamentos da criança ou adolescente que estão no Estágio III, considerado – Grave: Os filhos em geral estão perturbados e frequentemente fanáticosCompartilham os mesmos fantasmas paranóicos que o genitor alienador tem em relação ao outro genitor. Podem ficar em pânico apenas com a ideia de ter que visitar o outro genitor. Seus gritos, seu estado de pânico e suas explosões de violência podem ser tais que ir visitar o outro genitor é impossível. Se, apesar disto vão com o genitor alienado, podem fugir, paralisar-se por um medo mórbido, ou manter-se continuamente tão provocadores e destruidores, que devem necessariamente retornar ao outro genitor. Mesmo afastados do ambiente do genitor alienador durante um período significativo, é impossível reduzir seus medos e suas cóleras. Todos estes sintomas ainda reforçam o laço patológico que têm com o genitor alienador.

Reparem que os sintomas do filho alienado quando ausente do alienador se parecem com os da síndrome de abstinência por TÓXICO.

A alienação parental é uma DROGA e o genitor alienante é o ÓPIO dos filhos alienados.

Esse relacionamento insalubre alienador/filho alienado TEM NO ORGANISMO SIMPLESMENTE A MESMA FUNÇÃO DE UMA DROGA BEM FORTE. Eu comparo a dependência do filho alienado com a dependência da heroína ou do crack.

Todos os dias me perguntam se é possível ‘desalienar’ uma criança ou adolescente que tem em si implantadas falsas memórias e estão cegos pelo pacto de lealdade com genitor guardião e por isso, se recusam veementemente ir com genitor ausente.

E eu respondo que é tão difícil quanto livrar o filho do vício do crack. O tratamento psicoterápico intenso e especializado deve ser dividido em três fases:

Fase I – Desintoxicação: o profissional da psicologia deve fazer o diagnóstico dos fatores que levaram o indivíduo à dependência do genitor alienante. Nessa fase o psicólogo deve primeiro trabalhar com a criança ou adolescente a diferença entre conjugalidade e parentalidade, depois, iniciar o resgate das boas memórias do genitor ausente, através de lembranças, fotografias, bilhetinhos (que o genitor alienado deve fornecer para o terapeuta).

Na fase II – Conscientização da problemática: Deve-se trabalhar com o discurso da criança e iniciar a destruição das falsas memórias contrapondo com os fatos reais. Posteriormente o terapeuta deve ser capaz de trabalhar a desconstrução do pacto de lealdade que o filho se vê obrigado a fazer com genitor guardião.

Na última fase, que podemos chamar de ‘prevenção da recaída’, o tratamento deve ser voltado para estabilização emocional da criança ou do adolescente e necessitamos da ajuda do alienador, por isso, ela é a mais difícil das fases. Ele precisa permitir que o filho não tenha que ‘escolher’ um ou outro genitor. Deve deixar o filho livre para ‘desagradá-lo’ indo com genitor ausente para pernoitar, passar finais de semana, férias, etc. O alienante precisa colocar o filho em primeiro plano e deixar de lado os ressentimentos e mágoas pelo/a ex parceiro/a. Só assim o “drogadicto” poderá regredir do Estágio III, para o Estágio II, considerado por Gardner como Médio: O genitor alienador utiliza uma grande variedade de táticas para excluir o outro genitor. No momento de troca de genitor, os filhos, que sabem o que genitor alienador quer escutar, intensificam sua campanha de desmoralização. Os argumentos utilizados são os mais numerosos, os mais frívolos e os mais absurdos. O genitor alienado é completamente mau e o outro completamente bom. Apesar disto, aceitam ir com o genitor alienado, e uma vez afastados do outro genitor tornam a ser mais cooperativos. E deste para Estágio I considerado, Leve: Neste estágio normalmente as visitas se apresentam calmas, com um pouco de dificuldades na hora da troca de genitor. Enquanto o filho está com o genitor alienado, as manifestações da campanha de desmoralização desaparecem ou são discretas e raras. A motivação principal do filho é conservar um laço sólido com o genitor alienador.

A criança ou adolescente deverá ficar em acompanhamento terapêutico por longo prazo, pois, a dependência do genitor alienador é uma “doença crônica”, porque, por trás da criança ou do adolescente temos o alienador que nunca permitirá de verdade que o filho tenha ‘alta’, que o filho se livre da ‘droga’ (que é a relação simbiótica criança-alienador). Por isso, os dois, alienante e filho precisam fazer retornos periódicos no consultório de profissionais sérios, competentes e empenhados no combate à ‘drogadicção’ trazida pelo vício da dependência ao genitor alienante.  

 Além disso, como um drogado que quando sai da clínica de recuperação é necessário ser auxiliado para ser reinserido na sociedade, o filho alienado necessita de ajuda para voltar ao convívio com genitor ausente, porque, o cérebro necessita entrar na fase de desabituação da ‘droga’ (acostumar com a ausência do genitor alienador).

Quanto mais tempo demorar para criança ou adolescente ter ajuda especializada, mais ‘viciado’ no relacionamento insalubre ele ficará e a recuperação será mais demorada ou até mesmo impossível. A dupla: viciado e mantenedor do vício farão de tudo para sabotarem o tratamento e sempre que possível ‘pularão’ o muro da clínica para fugirem juntos da cura, pois, o vínculo patológico estabelecido entre eles não permite um ‘terceiro’ saudável na relação doentia.

Em casos de alienação parental, sugiro que peticionem ao juiz  o Deferimento de acompanhamento psicológico “compulsório” (contra a vontade do dependente) para criança e adolescente.

Estou à disposição para gratuitamente atender os profissionais da psicologia que queiram maiores informações sobre o modelo de atendimento proposto.

texto do blog de Liliane Santi

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Padrasto deve ser Coadjuvante e Pai é Ator Principal


Diálogo transcrito foi gravado por um pai no dia de convivência com a filha. A garotinha completou 4 anos e vive na casa com um padrasto desde os 2 anos.

(…)

– Você sabia que na minha escola vai ter festa do dia dos pais?

– Não, não sabia! Quando vai ser?

– Não sei, só o meu pai e minha mãe que sabem.

– Mas o seu pai sou eu!

– Não é! Meu pai é o ‘João’.

– Mas você vai me convidar pra ir na festinha?

– Eu queria, mas não posso. Na escola só pode ter UM pai e eu já tenho.

– Mas eu sou seu pai.

– Não é, mas mesmo que fosse, a escola já sabe quem é meu pai e não vão deixar você entrar na festa.

– Você fez o presentinho do papai?

– Fiz, eu vou trazer da escola e vou dar para o meu pai.

– Mas seu pai sou eu.

– Eu fiz um presente de lacinho e vou dar para o meu pai ‘João’.

– Mas, por que você vai dar para o João se eu sou seu pai? Eu sou seu pai e os presentinhos que você fizer na escola são meus, porque, é do dia dos pais.

– Tá, mas eu vou buscar. Está na escola guardado no armário. A professora guardou, mas eu tenho que dar pra o meu pai, porque, é dia dos pais.

– Pede um convite na escola pra você me convidar.

– Tá, eu vou pedir, mas você tem que ficar bem quietinho pro meu pai não te ver. Se o meu pai te ver ele vai ficar bravo que eu te convidei. E também a “Pro” (se referindo à professora) não pode te ver, porque, ela sabe que o João é o meu pai.

– Tá bom, vou olhar de longe.

– Não pode. Lembrei de uma coisa. A Diretora tem um papel que fala que você não pode entrar na escola.

– Quem te falou isso?

– Eu escutei minha mãe falando com a Diretora e ela disse: – Pode deixar, aqui ele não pisa e nem entra pra ver ou falar com a “Maria”.

Conversas como essas, infelizmente têm sido comuns entre alienados e filhos. Alienadores interferem na formação psicológica da criança e ensinam a chamarem a madrasta ou padrasto de ‘mãe’ ou de ‘pai’, sem se preocuparem com a confusão que se estabelece na cabeça da criança e isso é alienação parental instalada de forma insidiosa e sutil.

A devastação psíquica criada pela invenção de históricos que nunca existiram chegam a ser um abuso infantil. Por medo de perder o amor do guardião a dependência da relação com o genitor alienante chega a ser patológica e a criança passa a falar e a fazer tudo que o alienador pedir sem questioná-lo, além de aceitar tudo como verdade absoluta.  

Em várias avaliações psicológicas feitas por mim ouvi crianças dizerem:

– O ‘José’ era meu pai, mas ele me batia quando eu estava na barriga da minha mãe e por isso ela trocou de pai e agora não é mais ele.

– Minha mãe contou que meu primeiro pai não gostava de mim e foi embora de madrugada e quebrou meu berço pra eu morrer, mas eu não morri. Agora tenho um novo pai.  

– Meu pai falou que mãe é a que cria e que minha outra mãe abusou de mim, por isso, agora eu tenho uma nova mãe.

Nas Varas de família tanto se fala nos Melhores Interesses da Criança, enquanto os interesses do pai ou da mãe alienado são jogados para escanteio. Ninguém volta os olhos para privação do genitor ausente. Esse descaso chega a ser cruel com quem ama. O alienado e seus familiares ficam no limbo da privação e o poder familiar fica reduzido a quase nada. O ‘fiel da balança’ é o guardião e ao pai ausente cabe o papel de fiscalizador sem voz.

O guardião alienador confunde a custódia física com poder familiar e o outro fica reduzido a um fluido ou a ‘nada’ ou a quase nada. O genitor alienante retira o poder familiar do genitor e dá ao padrasto ou madrasta.

O amor não é um afeto vazio. Se constitui na convivência e precisa de vínculo para existir. O amor não se dá na esfera virtual, ele necessita de afeto, atenção e intimidade. Filhos que sofrem com alienação parental precisam ‘re-conhecer’ o genitor alienado para que as boas lembranças voltem à consciência, mas alienador e judiciário não têm permitido que pais e filhos se reconectem.

Domingo é dia dos pais, mas muitos padrastos irão desfrutar da companhia da criança em detrimento da figura paterna por culpa do judiciário que empodera genitores com guardas unilaterais, fecham os olhos para alienação parental e têm MEDO DE USAR A CANETA para assinar decisões que equilibrem o tempo de convivência da criança com ambos os genitores.

Pai é pai, padrasto é padrasto. Mãe é mãe, madrasta é madrasta. Cada um tem sua função e seu papel e os genitores devem deixar isso claro para criança que fica totalmente confusa e em conflito sem saber ao certo ‘quem é quem’ e acaba sem querer magoando os genitores com diálogos como os citados no início do documento.

A função do padrasto é cooperar de forma paralela na educação da criança, jamais a de competir com o pai! Padrasto deve ser coadjuvante e pai o ator principal.

A todos que não poderão conviver com filho no próximo domingo, desejo persistência e insistência na luta contra alienação parental. Por mais difícil que esteja, nunca desistam de salvar as crianças do patológico genitor alienante.

texto do blog de Liliane Santi

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